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Substituição Tributária – Margem de Valor Agregado (MVA)

Substituição Tributária - Margem de Valor Agregado (MVA)

Quando se fala em sair do simples nacional e mudar o regime de tributação para lucro presumido ou lucro real, o cadastro de produtos da empresa precisa ser cuidadosamente revisado; eventuais erros podem ocasionar pagamento indevido de tributos, o que é prejudicial para a empresa, bem como pagamento a menor de tributos, o que pode gerar demandas judiciais de cobrança, ou seja, também é prejudicial.

Um dos pontos que precisam ser analisados no cadastro, é o MVA - Margem de Valor Agregado, utilizado na cálculo do ICMS.

Pensando nisso, selecionei um texto que explica detalhadamente o que é MVA e como o cálculo deve ser efetuado.

O texto foi retirado do Mensário Fiscal e pode ser acessado diretamente através do endereço: http://www.mensariofiscal.com.br/pagina/substituicao_tributaria_margem_valor_agregado

Boa leitura!

Conteúdo Original elaborado por Mensário Fiscal!

A Lei Complementar 87/1996 em seu artigo 8º, ao tratar do regime de sujeição passiva por substituição, determina que a base de cálculo será o valor correspondente ao preço de venda a consumidor acrescido do valor do frete, IPI e demais despesas debitadas ao estabelecimento destinatário, bem como a parcela resultante da aplicação (sobre esse total) do percentual de valor agregado (margem de lucro).

Base de Cálculo = (Valor mercadoria + frete + IPI + outras despesas) x MVA

 ou

Base de Cálculo = (Valor mercadoria + frete + IPI + outras despesas) x “MVA ajustada”

MARGEM DE VALOR AGREGADO

A MVA é padronizada nacionalmente, de forma que determinados produtos possuem a mesma alíquota de MVA, independente da Unidade Federada em que está ocorrendo à operação ou o recebimento da mercadoria.

Nos termos do Convênio ICMS 70/1997, a margem de valor agregado será determinada com base em preços usualmente praticados no mercado, obtidos por levantamento, ainda que por amostragem ou através de informações e outros elementos fornecidos por entidades representativas dos setores, adotando-se a média ponderada dos preços coletados. A mercadoria submetida ao regime de substituição tributária em operação interestadual terá a margem de valor agregado estabelecida em Convênio ou Protocolo.

Exemplo

Em uma operação interna sujeita a ST, realizada por um fabricante estabelecido no Estado de São Paulo, cujo valor da venda é de R$ 1.000,00 e com IPI calculado a uma alíquota de 15%, teremos:

ICMS da operação própria = R$ 1.000,00 x 18%  = R$ 180,00

Base cálculo da ST = R$ 1.000,00 + R$ 150,00 (IPI) + 40%* (MVA) = R$ 1.610,00

ICMS ST = [(R$ 1.610,00 x 18%) - R$ 180,00) = R$ 109,80

*Percentual hipotético

MARGEM DE VALOR AGREGADO AJUSTADA - "MVA AJUSTADA"

Decorre de acordos e protocolos, através dos quais as Unidades Federadas vêm adotando a utilização da “MVA Ajustada”, que se refere à MVA original ajustada para situações de operações interestaduais com aplicação de alíquotas diferentes.

Conforme exposições fiscais, o “ajuste” visa equalizar o montante do imposto e, consequentemente, o preço final das mercadorias adquiridas em operações interestaduais, evitando disparidades comerciais.

Por exemplo: Uma mercadoria é adquirida em operação interestadual, entre contribuintes, sendo tributada pela alíquota de 12%.  A mesma operação realizada dentro do Estado é tributada comumente a 18%. Como o valor do imposto compõe a sua própria base de cálculo, o preço de partida para o cálculo da substituição tributária reflete desequilíbrio em relação às duas alíquotas e, consequentemente, no preço final da mercadoria.

Para corrigir a referida distorção, o percentual de margem de valor agregado ajustada (“MVA Ajustada”) é calculado a partir da seguinte fórmula:

MVA ajustada = [(1+ MVA ST original) x (1 – ALQ inter) / (1– ALQ intra)] – 1,

onde:

“MVA ST original” = margem de valor agregado indicada para o produto;

“ALQ inter” = coeficiente correspondente à alíquota interestadual aplicável à operação;

“ALQ intra” = coeficiente correspondente à alíquota prevista para as operações substituídas, na unidade federada de destino.

Adotemos como exemplo o Protocolo ICMS 70/2009 ajustado entre os estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo, que determina as seguintes alíquotas, para as operações em que especifica:

- MVA - original: 65,86%

 Alíquota interestadual de 12% “MVA Ajustada”  conforme alíquota interna na unidade federada de destino
12% 17% 18%
65,86% 75,85% 78,00%

Em termos práticos, o Regulamento do ICMS de cada unidade federada deve determinar os percentuais de MVA e MVA-ajustado. Observar adicionalmente os protocolos e os convênios firmados entre determinados estados.

CÁLCULO DA MARGEM DE VALOR AGREGADO AJUSTADA

Exemplo 1:

Dados (hipotéticos) :

- Margem original: 34,87%

- Alíquota interestadual: 12%

- Alíquota interna do estado de destino: 25%

Desenvolvimento:

MVA ajustada = [(1+ MVA ST original) x (1 – ALQ inter) / (1– ALQ intra)] – 1″,

MVA ajustada = [(1,3487) x (0,88/0,75)]-1

MVA ajustada = 58,25%

Exemplo 2:

Dados (hipotéticos):

- Margem original: 40%

- Alíquota Interestadual: 12%

- Alíquota Interna do estado de destino: 18%

Desenvolvimento:

MVA ajustada = [(1+ MVA ST original) x (1 – ALQ inter) / (1– ALQ intra)] – 1

MVA ajustada = [(1,40) x (0,88/0,82)]-1

MVA ajustada = 50,24%

Posted by Ronaldo Antoni in Geral

Nota Fiscal Eletrônica é obrigatória a partir de 2019!

Nota Fiscal Eletrônica é obrigatória a partir de 2019!

A partir de 1º.01.2019, Contribuintes com faturamento igual ou inferior a R$ 360.000,00 estarão obrigados a emitir NFC-e, ou seja todos os contribuintes! A base legal para a exigênca é o Regulamento do ICMS: RICMS-RS/1997 , Livro II , art.  , I, "j" e "k", e arts. 26-C e 26-D). É importante lembrar que no final de 2017 já ocorreu uma prorrogação. Estamos a menos de 4 meses do prazo final.

A Safeweb disponilibiliza o E-Nota, que é um sistema gratuito para emissão de notas eletrônicas. Portanto se você não pretende investir em equipamentos e sistemas neste momento, saiba que existem opções gratuitas para o atendimento da legislação. O emissor de notas fiscais avulsas disponibilizado pela Secretaria da Fazenda do Estado, também gratuito, é outra opção que merece ser avaliada, caso não pretenda investir em sistemas e equipamentos.

Lambramos também que quem já emite Nota Fiscal Eletrônica, precisa adequar seus sistemas pois a versão 4.0 da Nota Eletrônica é obrigatória a partir de agosto/2018 e para as Notas Fiscais de Consumido Eletrônica o prazo para utilização da nova versão é outubro. Em 01/10/208, os sistemas atualmente utilizados para as notas fiscais eletrônicas serão totalmente desativados e a versão 3.1 deixará de funcionar em 01/10/2018.

Posted by Ronaldo Antoni in Geral